Cozinha ao Ponto

Cozinha ao Ponto #2: Douhua de chocolate

Na segunda edição do Cozinha ao Ponto entrevistei a Madô Lopez e começamos a brincar com o formato do videocast, criando uma versão “light” para o YouTube com a sobremesa e a versão “full” para assinantes com o prato principal.

Uma curiosidade do cozinha é que eu, insanamente otimista, NUNCA testo as receitas antes da gravação. Ou seja, as vezes… não fica igual à foto de referência. Acho pertinente ressaltar que sou foodie, blogueira de comida, apaixonada por gastronomia… mas não chef profissional. Não sei um milhão de técnicas incríveis, ás vezes me embanano brincando com os ingredientes, etc e tal. Mas acho que é isso que deixa as receitas mais acessíveis e práticas. É pra ser simples, né?

Enfim, a temática deste episódio era vegetariana e mexicana, e eu preparei patties (ahn, hamburgueres pros leigos) de feijão preto com guacamole e um pudim de chocolate amargo inspirado no douhua, prato tradicional da China. Fronteiras pra quê?

Btw, esta receita não é minha. É do Mark Bittman para a coluna dele no NY Times, e foi publicada originalmente aqui. É vegana, ridiculamente fácil de fazer e incrivelmente deliciosa.

Pudim chinês de chocolate mexicano (Douhua)

3/4 copo de açúcar cristal
500g de silken tofu (o tipo mais macio de tofu. Sim, existem tipos de tofu)
300g de chocolate amargo, derretido
1 colher de sopa de extrato de baunilha
1 1/2 colheres de sopa de canela em pó
1/2 colher de sopa de pimenta caiena em pó
raspas de chocolate para decorar

Derreta o chocolate em banho maria. Bata todos os ingredientes no liquidificador, acrescentando o chocolate e divida em porções, decorando com as raspas de chocolate. Leve à geladeira até adquirir uma consistência firme (mais ou menos 2 horas).

É uma sobremesa perfeita para quem não gosta de doces muito doces, e pode ser adaptada para outros gostos. Ter servido em copos de boteco deu um toque especial e divertido.



Falando de receitas, a maioria é inspirada em algum post de vi entre os milhões que vejo todos os dias. Tá, milhares. Muitas vezes eu leio 6, 7 ou mais versões da mesma receita pra chegar em uma que faça sentido pra mim. Cuz that’s how I roll! Mas algumas já nascem perfeitas, e faço questão de dividir as fontes, como deve ser.